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Bi Garcia não nega atendimento emergencial, mas sugere consórcio entre prefeituras do Baixo Amazonas

Segundo o prefeito, muitos municípios vizinhos acabam enviado pacientes para ter atendimento médico na Ilha, o que muitas vezes pode comprometer o sistema de saúde local.

“Não podemos ser uma casa de caridade e prejudicar o povo parintinense”. Com esta frase, o prefeito de Parintins, Frank Bi Garcia, justificou a ideia de realizar um consórcio entre as prefeituras do Baixo Amazonas para que Parintins pudesse atender pacientes de outras cidades, sem comprometer o atendimento ao povo da Ilha Tupinambarana.

Segundo Bi Garcia, Parintins é um dos municípios do interior do Amazonas que menos transfere pacientes para a capital do estado. “Isso se dá justamente pela estrutura que nós montamos em parceria com o governo do estado, com governo federal e com a Diocese de Parintins”, explica. No entanto, muitos municípios vizinhos acabam enviado pacientes para ter atendimento médico na Ilha, o que muitas vezes pode comprometer o sistema de saúde local.

Para resolver a situação, Bi Garcia sugere que se crie um consórcio entre as prefeituras de Boa Vista do Ramos, Barreirinha, Nhamundá, Maués e Parintins, que formam o Baixo Amazonas. A ideia é juntar recursos, equipamentos e profissionais que possam atender pacientes dos municípios participantes, em especial, nos serviços de média e alta complexidade.

Garcia informa que para melhorar o sistema de saúde no interior as cidades podem firmar parceria através de um consórcio formal. “Ao assinar o consórcio, essas cidades vizinhas passam a média complexidade, os recursos que eles recebem do governo federal, para o município de Parintins cuidar de tratamentos de média complexidade e de alta complexidade, nas áreas que a gente tem aqui no município”, detalha Bi Garcia.

“Há necessidade desses municípios serem parceiros. Eles não podem só mandar os pacientes pra cá e a população parintinense pagar essa conta”, desabafa o prefeito. Ele completa reafirmando que o município não vai negar atendimento emergencial às cidades vizinhas, mas que é preciso haver entendimento para demais casos. “A gente precisa ter a compreensão e a responsabilidade de que a gente não pode sobrecarregar a carga da população parintinense sob pena de o parintinense ficar no final da fila. A estrutura é para o município de Parintins”, esclarece.

A região do Baixo Amazonas reúne uma população aproximada de 350 mil pessoas, sem contar pacientes do oeste do Pará que também buscam atendimento em Parintins. A cidade dispõe de dois hospitais, sendo que o Jofre Cohen funciona como unidade de referência em atendimento e tratamento aos casos do novo coronavírus, enquanto que o hospital Padre Colombo atende os demais tipos de doença.

Texto: Eldiney Alcântara/Parintins Notícias
Foto: Pitter Freitas

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