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Casa de Farinha comunitária promete melhorar a qualidade do produto produzido em Barreirinha

O projeto agrícola foi idealizado pela Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempa) e tem como objetivo agilizar a produção, através de técnicas mecanizadas, agregando mais qualidade e valor ao produto.

A farinha de mandioca é um dos produtos mais tradicionais e indispensáveis da mesa dos amazonenses. Tem de todo os tipos e para todos os gostos. Seja no almoço ou no jantar. Com aquele peixe assado ou naquela caldeirada. Na cor amarela ou branca, da grossa ou da fina, a farinha de mandioca não pode faltar no cardápio do típico caboclo amazônico.

Por isso, no município de Barreirinha, cerca de 30 produtores rurais do distrito Cristo Redentor, localizado no rio Andirá, comemoraram a construção da primeira Casa de Farinha Comunitária. A entrega ocorreu na tarde dessa sexta-feira (25), com a presença de comunitários e produtores daquela localidade. O projeto agrícola foi idealizado pela Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempa) e tem como objetivo agilizar a produção, através de técnicas mecanizadas, agregando mais qualidade e valor ao produto.

Segundo a Sempa, os 30 produtores rurais daquela localidade são cadastrados e grande parte de suas produções são destinadas ao comércio local, inclusive para a Feira Livre do Produtor Rural, que acontece todo mês no centro da cidade.

Todos os produtores que utilizarão a casa de farinha serão assistidos com assistência técnica e extensão na área da agricultura. A ideia é ajudar a melhorar a qualidade do solo e capacitar os mesmos no manejo das mais variadas culturas agrícolas, através de tecnologias que podem fazer toda a diferença no setor primário.

De acordo com o Kenedy Andrade, secretário da pasta, mais 14 casas de farinhas comunitárias estão sendo construídas. A meta é entregar todas ainda este ano, em distritos do Paraná do Ramos e do Rio Andirá.
“Essas casas irão proporcionar dignidade, conforto e acima de tudo qualidade aos produtos da agricultura familiar, com possibilidade de classificação da farinha d’água entre outros subprodutos da mandioca”, ressaltou o secretário.

Para o agricultor José Rodrigues, de 72 anos, um dos produtores que fará uso da Casa de Farinha Comunitária, as novas tecnologias aplicadas serão de grande ajuda na hora de fabricar e escoar a produção de farinha. “Sinto-me muito feliz. Tenho roça, mas não tenho casa de farinha e ela vai beneficiar não só eu, como todos nós que não têm casa de farinha”.

No mês de agosto o distrito também já havia sido beneficiado com triciclo motorizado, que deve auxiliar no transporte de toda a produção rural.

Foto: Divulgação

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