Parintins em Destaque
O Jornal Popular da Ilha

Celebrar 107 anos, realmente é algo fantástico

107 anos do Boi Bumbá Caprichoso, é relembrar de todos os artistas e por aqui passaram e deixaram um legado.

Por Juarez Lima

O Boi Caprichoso marca uma história de revolução, resistência, e tradição, atrelado a raiz de um povo, em uma cidade que foi escolhida para perpetuar a cultura Amazônica.
Hoje é dia de fazer citações e agradecimentos aos galardões do boi, Roque Cid e Luiz Gonzaga, aos padrinhos, aos artistas, que tanto se empenharam em todos os setores, para levar o boi até a arena, temos que contemplar sempre aquelas pessoas de notável saber, que se empenharam no passado, para que hoje podemos bater no peito e dizer “Eu sou Caprichoso”.

Porque no amanhã, deixaremos um legado para as futuras gerações, de pessoas que marcaram a história do nosso boi, são essas pessoas que fizerem a diferença em prol a cultura, em prol ao touro negro da América, este touro que em cada mexida, a cada movimento na arena, ele conduz uma sinergia de amor e emoção, as vezes, ele se direciona para uma pessoa, com um olhar sereno e belo, ele realmente é o maior ícone do nosso festival.

O Caprichoso, touro negro, com seu pelo reluzente, macio, vem com a força da Amazônia, a força de Parintins, a força da Cultura ancestral.

E que através dessa força, pessoas se envolveram na musicalidade, e que aqui coloco para celebrarmos e contemplarmos a história desses três personagens recentes, que agora estão na morada celestial, o pássaro sonhador, que através do seu voo encontrou Parintins e que através do seu talento ecoou o troar do tamurá azul e branco, que colocou toda a sua energia esbravejante, para dizer o quanto ele amava o Caprichoso, que introduziu com sua capacidade magnífica de levar a verdadeira paixão ao torcedor, ao compositor e ao artista, que muitas vezes podíamos estar passando por extremidades no galpão ou em qualquer lugar, ele chegava com sua energia e incendiava a todos e que acreditavam que o boi tinha quer ir para a arena grandioso e forte. Eu me refiro a ele que hoje está na plenitude divina, cantando para o Senhor. Muito obrigado ARLINDO JR, pela sua sua história!

Temos também que exaltar a história deste caboclo soberano, EMERSON MAIA, não era só um compositor, ele era um retratista do caboclo da Amazônia, um ativista por natureza e um ser humano extraordinário e que sempre o admirei, e pelo lado azul viveu seus últimos anos no festival.

Finalizo exaltando ele, com sua flauta encantada, que tive a oportunidade no dia 22 de agosto, homenagea-lo em vida.

Apaixonado pelo Caprichoso, venho aqui dizer, mesmo ainda com dor e tristeza, na lembrança que o boi Caprichoso deve uma homenagem a esses personagens, a você KLINGER ARAUJO, propagador de grande beleza através da arte, que na rádio Difusora, sendo uma das primeiras pessoas a divulgar a nossa cultura.

107 anos do Boi Bumbá Caprichoso, é relembrar de todos os artistas e por aqui passaram e deixaram um legado. De Jair Mendes a tantos outros, é lembrar que nós somos o boi do Palmares e da Francesa, somos o Boi de Parintins, o boi que passa por dificuldades, mas o Caprichoso renascerá mais forte, irá bradar o seu urro, para despertar em cada torcedor da nossa nação azul e branca.

Viva a cultura popular!
Viva a arte de Parintins!
Viva os 107 anos do Caprichoso, o touro negro da América, o campeão dos campeões, o maior dos Bumbás!

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