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Crime que chocou Parintins, Caso Homero completa sete anos sem julgamento

Nas redes sociais, a irmã de Homero, Helena Souza, postou a tristeza, a indignação e a insatisfação da família quanto a morosidade no processo.

Um dos crimes que chocou Parintins continua sem julgamento. A morte do ex-coordenador do Senai/Parintins, Homero Ferreira de Souza, completou nesta segunda-feira, 17, sete anos. Apesar do longo tempo, o assassinato ainda não foi julgado. A família da vítima luta na justiça para que o acusado, Marcley Gama, seja levado ao tribunal.

Nas redes sociais, a irmã de Homero, Helena Souza, postou a tristeza, a indignação e a insatisfação da família quanto a morosidade no processo. “Ainda não houve julgamento pelo crime bárbaro cometido contra nosso irmão. E, em momento algum, corremos atrás de vingança. Lutamos sim, para que haja um julgamento e o indivíduo seja sentenciado à pena máxima”, publicou Helena.

Passaram-se sete anos após o crime e o irmão da vítima, Oswaldo Ferreira, reclama da demora no andamento do processo. “Hoje venho manifestar minha indignação com a morosidade da justiça. As feridas continuam abertas, sangrando, corroendo e precisam de um lenitivo para aliviar a dor. Quero apelar para a justiça de Parintins para que agilize o processo de julgamento desse elemento o mais rápido possível e que ele seja responsabilizado pelo ato que cometeu”, criticou.

Segundo a advogada da família de Homero, Ellen Estefany de Souza, a última movimentação no caso aconteceu em Maio de 2020, quando a juíza autorizou que se cadastra-se o irmão da vítima, Oswaldo Ferreira, como assistente de acusação. Sobre o julgamento, ela informa que não há previsão. “Essa data vai ficar pendente por conta da pandemia da Covid-19 e creio que, provavelmente, talvez essa audiência ou seja via eletrônica ou se não ficará somente para 2021”, esclareceu.

O crime

O ex-coordenador do Senai/Parintins e Cientista Político, Homero Ferreira de Souza, foi assassinado no dia 17 de Agosto de 2013, na residência dele no bairro Djard Vieira. Ele foi encontrado morto com 12 golpes de arma branca nas costas.

O acusado do crime é Marcley Gama, que foi visto na residência e foi encontrado com a motocicleta da vítima, no Balneário Canta Galo. Ele foi reconhecido por testemunhas. Marcley está preso em Manaus, onde cumpre pena por outros crimes.

Eldiney Alcântara

Foto: Divulgação

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