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Um dia para celebrar a luta de todos os dias

Essa data lembra e retoma a luta das mulheres por seus direitos e de toda humanidade. Faz mais de 100 anos que as mulheres, na Rússia, deram os primeiros passos para a libertação da classe trabalhadora e mostraram ao mundo sua força contra as crueldades do capitalismo.

Na Ilha Tupinambarana, diversas atividades de empresas e associações homenageiam as mulheres por todo dia de hoje. Nas Ruínas da Casa da Cultura, membras da Associação de Mulheres de Parintins, Articulação Parintins Cidadã, TEIA de Educação Ambiental e Interação em Agrofloresta e Militante da Marcha Mundial das Mulheres, manifestam: “Hoje estamos aqui para dizer que nossa luta é todo dia: Somos Mulheres e não mercadoria, estaremos em marcha até que todas sejam livres”.

A programação iniciou pela manhã (8h) com o acolhimento e o lançamento do informativo FALA MANA! e se estende pela parte da tarde, a partir das 14h, com a Roda da Saúde, falando sobre direitos e a Reforma da Previdência com a assistente social – Cristina Mendonça, encerrando com a troca de experiência entre as participantes – “Fala Mana!”.

Durante todo o dia a Feira de Quintais faz exposição e vendas de plantas, artesanatos e telas de artistas plásticas da cidade.

Em muitos lugares do Brasil, mulheres vão para às ruas contra o feminicídio e a retirada de direitos

Na Capital, a plataforma de Mulheres #8M promove manifestação às 9h, na Praça da Matriz, com panfletagem contra a Reforma da Previdência e, a partir das 14h, ocorre Ato Público de protesto contra a violência praticada contra as mulheres, na Praça da Saudade, no centro histórico de Manaus.

A crescente violência contra as mulheres no Brasil aponta crescimento significativo segundo as estatísticas de 2018. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública estimou que 16 milhões de mulheres, ou 27,35% das brasileiras, sofreram algum tipo de violência no ano passado. De acordo com os números, 536 mulheres são agredidas por hora no Brasil. Entre os crimes, o feminicídio coloca Manaus entre as cidades onde há mais casos registrados no país: foram assassinadas 22 mulheres entre os anos de 2016 a 2018, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.

Para exigir que as mulheres sejam respeitadas e seus direitos reconhecidos pelos poderes institucionais, na casa e no trabalho, é que os movimentos sociais, fóruns, ativistas, organizações sindicais e coletivos feministas realizam nesta sexta-feira, 8 de Março – Dia Internacional da Mulher, o Ato Basta de Feminicídio e Retirada de Direitos.

Histórico de luta das mulheres

Há 108 anos as mulheres em todo o mundo fazem protestos para celebrar conquistas de direitos e alertar/cobrar os diversos direitos que ainda não foram efetivados. As manifestações começaram em homenagem às 129 operárias queimadas por policiais na fábrica têxtil Triangle Shirtwaist Company, em Nova York, nos Estados Unidos, em 25 de março de 1911. Elas reivindicavam a redução da jornada de trabalho, que era de 14 horas, e o direito à licença-maternidade.

Em 1975, o Dia Internacional da Mulher com a data das mortes das operárias foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas. A partir daí a data começou a ter um novo fôlego com as mobilizações do movimento feminista cobrando mais políticas públicas contra a violência em todo o mundo. Esse ano as mulheres estão se mobilizando em cidades de mais de 177 países, da Europa a América Latina.

Luta no Amazonas inicia nos anos 80

No Amazonas, as mulheres se organizam para protestar no 8 de Março desde o ano de 1985. Foram as operárias do Distrito Industrial de Manaus que deram voz e buscaram os direitos com reivindicações, entre elas, a instalação de lavanderias, restaurantes comunitários, creches, inexistentes nos bairros. Foi através do movimento que foi criada a primeira Delegacia da Mulher em Manaus.

Na Ilha Tupinambarana, a manifestação por direitos e demais lutas sociais nasceram em 1986 com a Associação das Mulheres de Parintins, na época, com a luta de 20 mulheres guerreiras.

Foto: Internet
Kedson Silva/parintinemdestaque.com
Com informações da internet e informativo Fala Mana!

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