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Dsei/Parintins intensifica trabalhos e 35% dos indígenas aldeados no Baixo Amazonas já foram vacinados

Apesar do número positivo, o Dsei encontra certa dificuldade em imunizar alguns indígenas que se negam a ser vacinados, influenciados por missionários ligados à missões religiosas e ONGs.

O Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei/Parintins) já vacinou mais de 35% dos indígenas aldeados do Baixo Amazonas. As Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) e Equipes de Resposta Rápida estão percorrendo todos os polos base para que nenhum indígena fique sem vacinar. Em uma semana foram mais de 1.200 pessoas vacinadas.

Apesar do número positivo, o Dsei encontra certa dificuldade em imunizar alguns indígenas que se negam a ser vacinados, influenciados por missionários ligados à missões religiosas e ONGs, que disseminam informações distorcidas para a população indígena.

Segundo o coordenador do Dsei/Parintins, José Augusto ‘Nenga’, a vacinação continua em pleno vapor nos cinco municípios abrangentes pelo distrito no Amazonas.

“Temos encontrado algumas dificuldades relacionados à movimentação do povo, muitas vezes os vacinadores chegam em determinada aldeia e as pessoas estão viajando. Em algumas aldeias nós estamos encontrando a recusa pela vacina, há uma série de inseminação de informações desencontradas, fakes news, e alguns indígenas não querem tomar por medo das reações que a vacina pode causar, isso as vezes causado por pessoas que não tem a informação devida e até mesmo missionários religiosos que estão em área indígena, e acabam também influenciando nisso”, destacou o coordenador distrital.

Nenga afirma que uma força-tarefa com a participação de conselheiros indígenas, profissionais de saúde, Funai e até mesmo da Polícia Federal, será organizada para que pessoas não autorizadas possam ficar nas terras indígenas e atrapalhar o processo de vacinação.

“O Dsei está organizando uma força-tarefa com o Conselho de Saúde Indígena, psicólogos, profissionais de saúde, solicitando a participação da Funai e até mesmo da Polícia Federal, para que nós consigamos fazer um trabalho de conscientização da necessidade da vacinação para que o povo se imunize”, explicou.

“Houvendo casos como esse de pessoas que não são indígenas, que não deveriam estar lá nesse momento, porque tem uma portaria da Fundação Nacional do Índio dizendo que apenas funcionários da saúde indígena e funcionários da Funai que podem ter acesso às terras indígenas, nesses casos essas pessoas poderão ser retiradas destas terras, porque estão atrapalhando o serviço junto a população”, completou.

 

Assessoria

Fotos: Divulgação

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