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Lagoa da Francesa é tema de debate em Audiência Pública na CMP

O presidente do Movimento Rodolfo Vargas da Costa contou sobre o início da mobilização, no ano 2000, mas que paralisou. Ele exaltou a retomada em 2018, agora com a colaboração de especialistas/pesquisadores. Com saudosismo, recordou “o tempo em que a Lagoa da Francesa podia ser chamada de cartão postal de Parintins”. Em analogia, lamentou a situação do momento atual – “lixo, poluição e descaso”.

“O futuro da Francesa está nessa Audiência”. Após esta declaração, convidou Ana Clara, uma estudante de 12 anos, para representar a expectativa de melhorias para o lugar. A adolescente declamou um poema como forma de desabafo.

As palavras iniciais do vereador Marcos da Luz, quem presidiu o ato, foi de saudação às pessoas que fizeram e fazem parte da história da Francesa. Em seguida, expressou o anseio de que o “Movimento”, assim como o significado do termo seja para conduzir à “construção de políticas efetivas”, junto ao Poder Público e que a “defesa” possa incorporar em “todos que dependem da Lagoa da Francesa – moram ou trabalham ali”, assim como toda a população.

Nos pronunciamentos, relatos sobre impactos ambientais e a série de problemas sociais, como prostituição, alcoolismo, proliferação de doenças, comercialização e uso de drogas. São jovens e crianças em situação de vulnerabilidade, “que assistem e naturalizam” uma Francesa marginalizada.

Lagoa da Francesa é tema de debate em Audiência Pública na CMP

O ato foi classificado como “um momento histórico para a Francesa e cidade” por Maria Natividade, moradora do bairro. Foram levadas sugestões de medidas para implementar ações, sejam a curto, médio ou longo prazo. Entre elas, a sensibilização com projeto de educação para conscientizar a população.

Em representação ao Poder Executivo Municipal, o vice-prefeito Tony Medeiros parabenizou a “atitude cidadã” dos envolvidos na luta e pontuou que o caminho para solução estava ali, com a união de “Poderes Executivo, Legislativo, academias e sociedade organizada”. Tony convidou o Movimento em defesa da Francesa “para conhecer, sugeri e propor nova revitalização” para o lugar.

“Francesa é um pingo dos problemas ambientais de Parintins”, afirmou Marcos da Luz ao retornar à tribuna. “Estou contente porque nós começamos um trabalho que vai se estender. Foram apresentados trabalhos e pesquisas. Anotei duas folhas de projetos e ações e nos anais da Casa estão os registros. Isso se transformará em planos de trabalho a serem encaminhado aos governos”, celebrou.

Texto: Clely Ferreira – Assessoria de Imprensa da Câmara
Foto: Simone Brandão

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