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Na luta por direitos: Professores paralisam atividades e iniciam greve nesta segunda-feira

Após as negativas do atual governador Wilson Lima no reajuste salarial e demais direitos dos professores da rede estadual de ensino que decidiram paralisar as atividades e mais uma vez lutar por seus direitos.

Foto: reporterparintins.com Foto: reporterparintins.com

Em parintins, com a decisão, a diretoria executiva da delegacia municipal do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) publicou nota de esclarecimento, informando aos pais, alunos e a comunidade em geral sobre a paralisação das atividades escolares que inicia nesta segunda-feira (15/04).

Veja a nota:

Os Profissionais da rede estadual de Ensino, através do SINTEAM, vêm a público prestar esclarecimentos sobre o indicativo de greve, deflagrado em Assembleia Geral pelos Profissionais do Magistério, no dia 09 de Abril de 2019, após as negativas do atual Governador em realizar as negociações propostas com a direção do sindicato e comissão de negociação. Vale ressaltar que a categoria decidiu paralisar as atividades a partir do dia 15 de abril, conforme a Lei determina 72hs após o comunicado oficial que ocorrerá hoje dia 10 do corrente mês ao Governo e SEDUC.

Tendo em vista a desvalorização dos servidores da rede Estadual de Ensino tornou-se imprescindível a reivindicação dos seguintes itens:

– 15% de aumento real sobre salário para todos os Servidores da Educação Estadual;

– Progressão Vertical e Horizontal automática;

– Reajuste do Auxílio Localidade (que há trinta anos corresponde ao valor de R$ 30,00);

-Auxílio alimentação por turno;

– Extensão do atendimento do Plano de Saúde (HAPVIDA) para o interior;

– Auxílio transporte para professores residentes em Manaus, sem desconto de 6%;

-Segurança nas Escolas;

-Revisão do Plano de Carreiras, Cargos e Remunerações (PCCR)

– Manutenção nas estruturas das Escolas Estaduais;

– Eleição direta de gestor pela comunidade escolar (Pais, Professores e alunos)

Apresentados os itens acima, que são de direito da categoria, resta-nos a preocupação sobre a boa vontade da administração estadual em atendê-los, haja vista que a greve não traz desconforto apenas para os alunos e pais, mas também aos profissionais do magistério que por responsabilidade ética, se vêem comprometidos com o futuro escolar dos alunos, bem como o período de reposição das aulas, a fim de que o ano letivo não fique prejudicado.

Cabe-nos ressaltar algumas inverdades divulgadas por esta administração, entre elas:

-Que o Governo do estado em três meses vai conceder reajuste de 13,31% aos servidores da Educação, uma vez que, os 9,38 % somados nessa conta, é referente a última parcela da Greve de 2018, que foi paga em Janeiro do corrente ano e apenas 3,83% são referentes a Data Base de 2019.

-Que o governo concederá as progressões horizontais e verticais aos professores, como se não fosse algo garantido em lei a categoria.

-Que as escolas continuam funcionando com boa Estrutura Física em Parintins;

Salientamos aos pais, alunos e sociedade em geral que o nosso compromisso maior é por uma sociedade mais justa e igualitária e, que esse objetivo só é possível de se alcançar através de uma educação de qualidade, porém, nas atuais condições nos sentimos incapazes de honrar até mesmo simples compromissos comerciais e básicos para nossa digna subsistência.

Assim sendo restou-nos somente esta alternativa extrema de Greve, torcendo para que seja feito um acordo o mais breve possível, o que depende apenas do bom senso da atual administração Estadual.

PARINTINS, 10 DE ABRIL DE 2019 | COMISSÃO DE GREVE DE PARINTINS

Foto: Divulgação internet
Texto: Kedson Silva/Parintins Em Destaque

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