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“Ringue da morte”: Operação da SEMA e Polícia Militar desmantelaram rinha de galo em Parintins

A reportagem contabilizou pelo menos 90 gaiolas com galos feridos.

Márcio Costa, Carlos Alexandre e Cayo Dias | Am Em Pauta, CNA7 e Dia a Dia AM

 

A Secretaria de Meio Ambiente de Parintins (Sema) e a Polícia Militar desmantelaram na noite deste sábado (7/08) uma rinha de galo para  apostas em brigas de galo. A ação  ocorreu  após  denúncias  anônimas de que  o evento estaria  ocorrendo desde às 10h da manhã. 

Durante  a operação  várias  pessoas estavam no local. Além  dos apostadores,  mulheres e crianças também se encontravam no ambiente. De acordo com testemunhas, o ambiente se tornou sinônimo  de violência contra  animais onde  homens, mulheres e até crianças  comemoravam a violência,  barbárie e o crime  no ringue da morte.

Quando a fiscalização chegou, dezenas de pessoas se evadiram do local. Para intimidar as abordagens as luzes da casa conhecida como “Deborys Coutry” localizado na estrada do Parananema, próximo ao aeroporto Municipal Júlio Belém, foram desligadas. 

A reportagem contabilizou pelo menos 90 gaiolas com galos feridos. Uma lista com nomes e valores das apostas foi encontrada próximo a arena da tortura. Na lista, nomes conhecidos da fiscalização do meio ambiente e valores entre R$ 2,6 mil a R$ 3,6. A lista revela também a grandiosidade do evento que reuniu apostadores de Vila Amazônia, Maués e  Barreirinha no Amazonas, assim como donos de galo de Oriximiná e Terra Santa no Pará. 

Ninguém assumiu a autoria do crime e por causa disso um homem foi detido para prestar informações para a polícia. Além disso o proprietário do local será intimado para saber pra quem  alugou o local caso contrário será autuado solidariamente. O homem detido ainda tentou intimidar os jornalistas que cobriram a operação.

Os envolvidos serão enquadrados em maus tratos contra animais e ainda estava promovendo aglomerações com mais de 50 pessoas. “A gente pode enquadrar tanto na lei de crimes ambientais federal  como também na nossa lei do código municipal de Meio Ambiente”, explicou Tavares.

Os animais foram levados para a sede da ONG Patinhas Unidas e os demais materiais foram apreendidos. 

Policial Militar envolvido

A fiscalização confirmou que policiais militares estavam presentes no evento e que possivelmente também estavam apostando . 

A reportagem conversou com o comandante do Batalhão Tupinambarana, Coronel Correa Jr, que confirmou a presença de um policial na rinha. “Realmente tinha um policial militar no local e segunda-feira vou tomar as providências cabíveis. Já mandei fazer um relatório circunstanciado   pra mim do que estava acontecendo, como foi que aconteceu, em que parte ele estava e como ele se encontrava. Eu vou tomar as providências que tem aí além da  contravenção penal , tem a questão administrativa disciplinar e até crime militar”, concluiu.

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